Não há nada que me irrite mais do que ler besteiras escritas por gente que se diz especialista em Vale-Tudo (sim, porque MMA é o cacete!). E como a porra do esporte virou moda, tropeço em besteiras o tempo todo. A de hoje está em uma coluna de "MMA" publicada no jornal O Globo desta quarta-feira. O artigo clama pela criação de um "ranking transparente" no UFC. E em seguida "informa" aos leitores que, para a direção do maior evento de Vale-Tudo do mundo, o entretenimento e o lucro com a venda de produtos está em primeiro lugar. Alguém duvidava disso?
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| Por que parou? Parou por quê? |
Que política rígida de pontuação de ranking permitiria o casamento de lutas como Bob Sapp x Rodrigo Minotauro, um dos maiores épicos da história do esporte? Ou, para usarmos um exemplo mais próximo, que política "justa" de rankeamento permitiria o casamento de Belfort x Jones em luta válida pelo título? Todos sabíamos que Vitor era o azarão, mas tenho certeza de que, assim como eu, muita gente fez força com ele naquela chave de braço e chegou a acreditar, por alguns segundos, que o campeão seria finalizado.Aliás, to puto com o Vitor. Como deixou aquele braço escapar? Se borrava todo, mas não largava a bagaça!
O imponderável, a surpresa, a possibilidade de um azarão emergir e surpreender um campeão é o que torna esse esporte tão instigante. E mesmo que perca o seu cinturão, um verdadeiro campeão jamais perderá o prestígio, ou a oportunidade de retomar o título. Dana White sabe que não pode ir contra a pressão dos fãs por muito tempo. Na verdade o que ele quer é justamente satisfazer a esses fãs, que lhe entulham o bolso de dinheiro. Enquanto houver espetáculo, entretenimento, o show vai continuar e o esporte permanecerá em alta. O que falta ao UFC e à saude do Vale-Tudo é concorrência de qualidade. Já passou da hora de um novo grande evento surgir no cenário internacional.


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